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Apresentação

LIA (Laboratório de Interlocuções com a Ásia)
 

Apresentação
 

            O LIA é uma instância interdepartamental vinculada ao Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas e ao Departamento de Letras Orientais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), que reúne professores e pesquisadores da área de Letras, da Linguística, das Artes em suas diversas modalidades, além de áreas afins, como a História, a Filosofia, a Sociologia e a Antropologia, entre outras, com colaboração de pesquisadores e professores de outras universidades brasileiras e internacionais e, ainda, pessoas de notório saber nos  campos de investigação propostos, em torno de pesquisas que envolvem, principalmente, os contatos entre Brasil, Portugal e Leste da Ásia.
 

Campos de Investigação:

  • Histórias, Artes e Estudos de linguagens em contato com culturas orientais;
  • orientalismos, sinologias, jesuitismo no oriente;
  • o oriente nos estudos literários e estudos (pos)coloniais;
  • estudos da China e de Macau; da Índia e de Goa, e do Japão;
  • relações luso-afro-asiáticas com o Brasil.

Objetivos Gerais:

  • Estudar os espaço que se formaram nas rotas do império português, em direção ao oriente;
  • estudar culturas em contato, culturas em espaços multiculturais;
  • sair do localismo em direção a uma perspectiva intercultural e interdisciplinar;
  • pensar e renovar modelos de interação cultural.

Desafios:
 

            Olhar, a partir do Brasil, para a longa tradição que os portugueses formaram na escrita de narrativas de viagens e na confecção das mais diversas interpretações, ficções e percepções acerca do que se convencionou chamar de oriente, já que, desde o século XVI, com os Descobrimentos, imagens da China, da Índia, do Sudeste Asiático e do Japão se espalharam por toda a Europa, tornando o oriente um tópico comum nos discursos da cultura européia e na América, constitui um grande desafio, já que ainda é pouco conhecida a circulação de conhecimentos que se formou nessa rede bem como os modos como as diversas interações ocorreram, entre consensos e dissensos. Espaços como Goa, Macau e Timor, entre outros, passaram  a ter relevância ímpar às interfaces culturais de uma geografia que não se dá em continuidade terrestre, mas sim como pontos importantes de rotas marítimas.  A partir desses pontos, redes interculturais continentais se formaram. Sair do eurocentrismo é um desafio imenso. Sair do asianismo e dos americanismos também. Tradicionalmente, os diálogos entre especialistas, incluindo os debates acadêmicos, formaram-se dentro de grupos com identidades culturais bem definidos. Hoje, com o crescimento do interesse de pesquisadores por culturas "outras", a interculturalidade deve ser re-examinada à luz de uma revisão de saberes mas também de constituição de uma prática ética dos saberes. O conhecimento de idiomas e de práticas culturais muitas vezes é uma barreira ao diálogo, por isso, a multidisciplinaridade tem sido priorizada no grupo de cerca de X pesquisadores que se reuniram em torno desse desafio.